sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jon Jones lamenta cancelamento do UFC 151, mas defende sua decisão. Campeão dos meio-pesados diz que se sente mal pelos outros lutadores e pelos fãs, mas afirma que pensou primeiro em sua família e em sua carreira.


Finalmente Jon Jones falou. Em entrevista ao site "MMA Junkie", o campeão dos meio-pesados do UFC garantiu que não está feliz pelo cancelamento do UFC 151, que teria a sua luta contra Dan Henderson inicialmente como evento principal. Após recusar-se a enfrentar Chael Sonnen, que lhe foi oferecido como substituto de Henderson, lesionado no joelho e sem condições de lutar, Jones viu Dana White enfurecer-se e cancelar todo o evento, além de dirigir-lhe acusações, e ofender seu técnico, Greg Jackson. Ainda assim, e diante de toda a repercussão negativa que sua decisão trouxe à tona, o lutador manteve-se fiel ao seu discurso de que não estaria preparado para enfrentar Chael Sonnen sendo avisado da mudança a poucos dias da luta.
Jon Jones MMA UFC (Foto: Reprodução)Jon Jones diz que críticas o incomodam, mas acha que decidiu fazer o que achava certo (Foto: Reprodução)
- Dan Henderson se machucou, e a luta foi cancelada. Eu assinei um contrato há muito tempo para enfrentar Dan Henderson. Foi para isso que me preparei. Lutar contra um outro adversário tendo basicamente três dias para me adaptar antes de viajar e começar a cortar peso pareceu, para mim, a ideia mais idiota do mundo. Eu não estaria preparado para essa nova luta. Eu me orgulho muito da forma como luto. Não subo ao octógono apenas para vencer a luta. Eu subo lá para dominar a luta completamente. Quero fazer parecer fácil. Quero que a luta seja algo bonito.
Perguntado se o estilo de luta de Chael Sonnen não seria similar ao de Henderson, e se isso não tornava a preparação semelhante para uma luta ou outra, Jones discordou.
- Chael é um lutador totalmente diferente de Dan Henderson. Isso é uma guerra, precisa de estratégia. É preciso estar preparado, e ter a certeza que você fez o seu dever de casa. Eu não seria o mesmo guerreiro que sempre fui se subisse lá às cegas após ter de me readaptar para uma nova luta enquanto cortava o peso. Também aproveito para dizer que Greg Jackson não estaria comigo até a próxima sexta-feira, e meu outro técnico, Mike Winkeljohn, não viria antes de quarta-feira, já que estão nas Filipinas, acompanhando meu companheiro de treinos Andrei Arlovski no ONE FC 5. Basicamente, eu estaria por conta própria, e essa não é a melhor forma de se preparar para uma luta importante. Se essa fosse a minha primeira disputa no UFC, e eu não tivesse escolha a não ser lutar, ou se eles precisassem de alguém de última hora, provavelmente eu estaria mais aberto a ir lá e lutar. Mas eu sou o campeão, e tenho que lutar do meu jeito. Se eu aceitasse essa luta, estaria colocando o meu ego à frente da minha inteligência.
O campeão também revelou que as críticas o chateiam, mas garante elas não o farão deixar de ser fiel ao seu pensamento.
- Claro que as críticas incomodam, mas eu tenho que manter a minha decisão, ser o homem que sempre fui. Muita fama traz muitas críticas. Vão falar muitas coisas, mas tenho que fazer o que me deixa feliz e o que me parece certo. No final das contas, tenho que escolher o que é melhor para mim e para a minha família. Isso é esporte profissional, e não briga de rua. Você arrisca tudo cada vez que sobe ao octógono. E nunca vou dar menos que o meu máximo a cada luta.
No fim, Jones desculpou-se com os demais lutadores que estavam no card, e também com os fãs que haviam gasto seu dinheiro para assistir ao UFC 151.
- Lamento pelas pessoas que gastaram seu dinheiro em ingressos, passagens, hoteis 

e tudo mais. Não me desculpo pela minha decisão, mas pelo que ela trouxe de transtornos para as pessoas. Espero que entendam que eu só tentei fazer o que achei ser o melhor para a minha carreira. Também peço desculpas aos outros lutadores que estavam no card, me sinto péssimo por eles, mas não fui eu quem decidi cancelar o evento inteiro. Essa decisão não é minha - finalizou.
Fonte:sportv.com
Postado por Guilherme Lourenço.

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